Fotografia documental

Para famílias que sabem que o tempo passa rápido e que as coisas mais preciosas
para guardar são as que acontecem no dia a dia, dentro de casa.

Gosto de fotografar toda a lindeza do dia a dia, aquela óbvia, mas também gosto de ver a beleza por trás de meias e brinquedos espalhados pelo chão, da parede rabiscada de canetinha, do sofá manchado de geleia de amora, do ciúme entre irmãos, daquele mau-humor que só uma soneca cura; da careta pra couve no prato, da história que precisa ser lida pela nonagésima vez antes de dormir.

Gosto de ver a beleza no meio do caos, porque é no meio do caos que a vida acontece, que as crianças crescem, que a vida é bonita.

Porque tudo isso passa tão rápido: depois de 3 ou 4 anos, a gente morre de rir e de tanta saudade daquela bagunça toda; e depois de 30 ou 40 anos, essas memórias vão ser a herança mais linda que pode haver, mesmo com e apesar do caos.